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Curitiba previne efeitos das mudanças climáticas com ações concretas de sustentabilidade e grandes obras

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As tempestades que devastaram o Rio Grande do Sul são o mais recente alerta de que chuvas extremas ou grandes períodos de estiagem vão ocorrer com cada vez mais frequência com o avanço do aquecimento global. Desde 2017, Curitiba está comprometida com ações que buscam mitigar o efeito das mudanças climáticas. São iniciativas como Pirâmide Solar de Curitiba, Bairro Novo da Caximba, Amigo dos Rios, 100 mil árvores, Reserva Hídrica do Futuro e os futuros Inter 2 e BRT elétricos, que também garantiram à capital o título de Cidade Mais Inteligente do Mundo 2023.

“Precisamos nos unir e reverter este cenário de chuvas extremas ou estiagem por conta das mudanças climáticas. Curitiba está comprometida em adotar soluções para limitar o aquecimento global. O Plano de Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas de Curitiba (PlanClima) traduz o empenho da cidade em consolidar uma política climática”, afirma o prefeito Rafael Greca.

Nos últimos oito anos, Curitiba vem fortalecendo a construção da sustentabilidade urbana, a partir do lançamento do PlanClima em 2018.

“As premissas de uma nova Curitiba valorizam e incentivam a reciclagem de resíduos, a renovação urbana sustentável, a intermodalidade no transporte urbano, a participação ativa do cidadão no seu deslocamento, o uso de energia limpa para veículos coletivos e equipamentos públicos e ações que garantam conforto, bem-estar e dignidade para todos”, justifica Greca.

Ainda de acordo com o prefeito, o cidadão é o centro das ações que constroem hoje a Curitiba do amanhã.

“Propomos uma cidade com menos carros, ar mais puro, menos desigualdade social, menos resíduos em aterro, paisagem urbana preservada e inovadora, além do trânsito sob controle e valorização do transporte público. São iniciativas que aliam apoio ao crescimento econômico sustentável às pautas de impacto ambiental e social”, reforça ele.

É esse conceito de smart city adotado por Curitiba que credenciou a capital paranaense a conquistar o título de Cidade Mais Inteligente do Mundo de 2023. O prêmio, chamado World Smart City Awards, é concedido pela Fira Barcelona, da Espanha, responsável por organizar também os mais reconhecidos eventos de cidade inteligente do mundo.

Limpeza e grandes obras

Além das ações previstas no PlanClima, a Prefeitura de Curitiba tem realizado grandes obras para reduzir a possiblidade de enchentes em caso de chuvas intensas. Ao todo são 30 obras de macrodrenagem, sendo que 16 delas foram iniciadas e concluídas em um ano (2018). Neste momento, as obras ocorrem em seis bacias hidrográficas: rios Passaúna, Belém, Barigui, Atuba, Iguaçu e Ribeirão dos Padilha.

Outra ação cotidiana de prevenção de alagamentos da Prefeitura de Curitiba é a limpeza das galerias e caixas de captação das águas de chuva na cidade. O trabalho evita que a obstrução dos canos cause alagamentos em dias de chuvas fortes. As ações integram o programa Curitiba Contra Cheias da Secretaria Municipal de Obras Públicas.

Conheça as principais ações de Curitiba, alinhadas ao PlanClima, para a redução de emissões de gases e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas:

Preservação de áreas verdes - Graças a esforços iniciados ainda na década de 1970, a cidade hoje conta com grandes espaços de área verde preservados. São 52 parques e bosques públicos em diversas regiões da cidade. Somados às praças, jardinetes, eixos de animação e jardins ambientais, são quase 13 milhões de metros quadrados de áreas preservadas com bosques nativos, equipamentos de lazer e prática esportiva, que proporcionam mais qualidade de vida à população. Curitiba ainda incentiva, por meio da criação das Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal (RPPNMs), a preservação de áreas particulares. Tudo isso resulta em mais de 60 metros quadrados de área verde por habitante, quando o mínimo recomendado pela OMS é de 12 metros quadrados por habitante. Em 2024, serão inaugurados mais três novos parques: Colina do Abranches, Manacá (Cachoeira) e São Francisco de Asssis (Taboão).

Amigo dos Rios e 100 Mil Árvores - Programas que promovem melhorias ambientais com a participação da comunidade e consistem na limpeza dos rios e na recomposição da vegetação nativa. O desafio 100 mil árvores para Curitiba foi lançado pelo prefeito Rafael Greca, originalmente, na primavera de 2019 e deveria ser concluído na primavera de 2020. Mesmo com a pandemia, que acabou por inviabilizar o plantio comunitário, foram plantadas 108 mil mudas no período proposto. Graças a esse sucesso, que contou com a participação de empresas, Exército e escolas, o município vem renovando o desafio e vai chegar em junho deste ano a 500 mil árvores plantadas. Implantado em 2019, o Amigo dos Rios visa à melhoria e recuperação dos rios da cidade, com uma série de ações voltadas para a regularização das ligações de esgoto, fiscalização, limpeza de rios, obras e Educação Ambiental. É um trabalho amplo e integrado, que envolve também a comunidade com a formação de grupos de apoio local, como prioridade para o Rio Belém (e suas microbacias), que nasce e termina dentro da cidade.

Curitiba Mais Energia - O programa municipal visa popularizar o uso da energia limpa na cidade. Além da Pirâmide Solar de Curitiba - Parque Fotovoltaico da Caximba, inaugurada em março de 2023 e a primeira do gênero na América Latina em um aterro sanitário, o Curitiba Mais Energia já foi responsável pela implantação de painéis fotovoltáicos no Palácio 29 de Março, no Salão de Atos do Parque Barigui, na Fazenda Urbana de Curitiba, na Galeria das Quatro Estações do Jardim Botânico, na sede do ICS, em escolas municipais e nos terminais de ônibus do Boqueirão e Santa Cândida. O Curitiba Mais Energia conta também com 101 residências populares com painéis solares dentro do programa Cohab Solar e com a mini usina hidrelétrica CGH Nicolau Kluppel, que gera energia na queda d’água do Parque Barigui. Até o fim de 2024 esses painéis solares também chegarão ao terminal do Pinheirinho e a Rua da Cidadania da CIC, em construção.

Bairro Novo da Caximba - Com o financiamento de US$ 57 milhões da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), o Bairro Novo da Caximba será o primeiro bairro inteligente do Brasil e o maior projeto socioambiental da história recente de Curitiba. Vai promover o reassentamento de 1.147 famílias que hoje vivem em situação de vulnerabilidade social e sanitária, em uma ocupação irregular na Área de Preservação Ambiental das bacias dos rios Barigui e Iguaçu. Além das casas e da Reurbanização, o projeto prevê ainda um parque linear, obras de infraestrutura de água e esgoto, além de iluminação pública e novos equipamentos de saúde, educação e assistência social. As obras das primeiras 752 casas do Novo Bairro da Caximba estão em ritmo acelerado e as primeiras 60 residências serão entregues até o fim do junho de 2024.

Moradias dignas e recuperação de áreas - A Prefeitura de Curitiba, através da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), tem como uma de suas prioridades proporcionar moradias dignas para a população e, ao mesmo tempo, cuidar do meio ambiente. Entre 2017 e 2023, a Cohab realizou intervenções que beneficiaram 685 famílias que foram reassentadas em novas moradias, saindo de locais inadequados, como margens de rios, fundos de vale e encostas de morros. Com o esforço da Prefeitura para realocar as famílias, nos últimos sete anos, foram recuperados aproximadamente 62 mil metros quadrados de áreas de preservação. Foram plantados cerca de 34 mil metros quadrados de grama e quase 8 mil mudas de árvores, revitalizando locais que estavam degradados devido à ocupação indevida. As 685 famílias reassentadas receberam novas moradias em diferentes bairros, como Moradias Alamanda e Acrópole no Cajuru, Moradias Arapoti e Moradias Arroio na CIC, Moradias Bela Vista da Ordem e Moradias Creta no Tatuquara, Moradias Faxinal no Santa Cândida, Moradias Maringá no Cachoeira, Moradias Prado no Prado Velho, Moradias Vila Nina no Fazendinha e Moradias Parolin no Parolin.

Inter 2 e BRT elétricos, Caminhar Melhor e Plano Cicloviário - A melhoria da infraestrutura de calçadas, com o programa Caminhar Melhor, e cicloviária, com o Plano Cicloviário de Curitiba, estimulam a mobilidade ativa. No caso das ciclovias, até o fim de 2024 Curitiba terá mais de 300 quilômetros de Estrutura Cicloviária espalhada pelos bairros. Já as modernizações do Inter 2 e do BRT Leste-Oeste, que terão ônibus elétricos, são exemplos de projetos que reforçam a importância da redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE) provenientes dos combustíveis fósseis. Os primeiros modelos elétricos serão adquiridos por Curitiba em 2024, inclusive com recursos do Novo PAC, e testes com ônibus de potenciais fornecedores -  BYD, Eletra, Volvo, Mercedes, Higer e Marcopolo - já ocorreram em 2023 e continuam até 2025. Além disso, Curitiba iniciou parcerias para testar em comodato veículos elétricos em sua frota da Guarda Municipal e em táxis, com a montadora Francesa Renault, e para a oferta de carregamento de bateria de veículos elétricos em estacionamento administrado pela Urbs (Smartpark São Francisco). O equipamento foi doado pela empresa britânica Rinno Energy. Na capital, para incentivar a aquisição e o uso, carros elétricos não pagam para estacionar em vagas do EstaR.

Hortas, Fazenda Urbana e Jardins de Mel - Implantação de hortas comunitárias e da Fazenda Urbana de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, garante alimentação de qualidade e reforça a infraestrutura verde da cidade com cultivos naturais. Atualmente, são 170 espaços de cultivo de hortifrútis com apoio da Prefeitura. A Fazenda Urbana é referência nacional como espaço de educação para a prática a agricultura em grandes cidades. Já as caixas de colmeias do programa Jardins de Mel estão espalhadas por 100 locais da capital, entre parques, hortas, escolas, mercados, zoológico e museus, e abrigam abelhas nativas sem ferrão, essenciais para o equilíbrio do meio ambiente, a polinização e biodiversidade urbana. A ampliação do projeto Jardins de Mel é uma parceria das secretarias municipais de Segurança Alimentar e Nutricional, do Meio Ambiente e da Educação.

Rosto da Cidade - Programa de renovação urbana sustentável que, além de revitalizar imóveis históricos ou de valor arquitetônico do Centro e São Franscisco, também estimula a mobilidade ativa do cidadão com renovação de ruas, em parceria com o programa Caminhar Melhor, e a reocupação dos chamados "vazios urbanos" ou locais pouco visitados pela população. Já foram revitalizados 150 prédios públicos e privados do Centro, ruas históricas ou com grande circulação (entorno do Mercado Municipal/Centro, Bley Zornig/Boqueirão, Voluntários da Pátria/Centro e Prudente de Morais/Centro) e espaços públicos, como Passeio Público/Centro, Cine Passeio/Centro, Bosque Alemão/Vista Alegre, Palácio Belvedere/São Francisco, Capela da Glória/Alto da Glória, Casa Culpi, Pinhão Hub/Rebouças e Memorial Paranista/São Lourenço.

Resíduos sólidos viram energia para cimenteiras - Curitiba e as cidades da Região Metropolitana que compõem o Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (Conresol) estão na fase final do projeto para a implantação do novo sistema de tratamento de resíduos da Grande Curitiba. Além disso, em maio, foi assinado um acordo de cooperação técnica com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) que vai permitir o uso do Combustível Derivado de Resíduos Urbanos (CDRU) como combustível para a fabricação de cimento pelas empresas cimenteiras locais. Participam do projeto Votorantim (Rio Branco do Sul), Itambé (Balsa Nova) e Margem (Adrianópolis). O CDRU é um substituto energético do coque de petróleo, utilizado como combustível para a fabricação de cimento. A substituição do coque de petróleo por CDRU, somada a não destinação de resíduos em aterro sanitário, representa a redução da emissão de 1,2 tonelada de dióxido de carbono na atmosfera para cada tonelada de CDRU processada pelas cimenteiras.

Reserva Hídrica do Futuro - A Reserva Hídrica do Futuro já começa a virar realidade em Curitiba e irá interligar as antigas cavas do Rio Iguaçu, no bairro Umbará, favorecendo a formação de lagos que poderão suprir o abastecimento de água para a população em momentos de estiagem. Em março deste ano, durante o Smart City Expo Curitiba 2024, versão brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo, o prefeito Rafael Greca assinou a Ordem de Serviço para as obras iniciais da Reserva Hídrica do Futuro, que irá ocupar uma área de 300 mil m² e também ganhará um parque com espaços de convivência, lazer e esporte.

Família Folhas  - Com a chegada da nova Família Folhas, Curitiba vem reforçando com educação ambiental conceitos básicos de sustentabilidade para o dia a dia da população e busca inspirar ainda mais cidadãos a aderirem ao pioneiro programa Coleta de Lixo que Não é Lixo da Prefeitura. Além de ensinar a importância de destinar corretamente os resíduos domésticos e falar da utilização e reaproveitamento de água e uso de energias renováveis, a campanha com os simpáticos personagens do clã verde - Seu Folha, Dona Fofô, Fofis, Fifo, Flora, Fefo e Folheco - também inspira práticas que ajudem a reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2) no meio ambiente. Fifo, Flora e Fefo podem ser vistos inclusive circulando pela capital, pedalando bicicletas ecológicas.

Programa Ecocidadão – Curitiba conta com 40 Associações de Catadores de material reciclável, que recebem, triam e comercializam resíduos da coleta seletiva da cidade. O Programa Ecocidadão, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, visa melhorar a qualidade de vida dos catadores e fortalecer a rede de coleta e separação de materiais também reutilizáveis.

Câmbio Verde  –  Programa municipal está presente em 103 pontos de troca na cidade, onde qualquer cidadão, sem necessidade de cadastro, pode efetuar a troca de materiais recicláveis como papel, papelão, vidro, metais e até óleo doméstico já utilizado, por frutas e hortaliças. Por mês são cerca de 290 toneladas de recicláveis e 3,5 mil litros de óleo que deixam de ser descartados de forma incorreta e viram alimento na mesa dos cidadãos curitibanos.

Ecopontos, Compostagem e lixo eletrônico - Para o descarte correto de resíduos, a Prefeitura de Curitiba mantém os Ecopontos. Atualmente, são 13 locais, onde a população pode depositar resíduos de construção civil (caliça), madeiras, restos de podas de árvores e de limpeza de jardins; mobiliários inservíveis, recicláveis, eletroeletrônicos; óleo de cozinha e gordura já usados. Entre os Ecopontos, há alguns que integram o Programa de Compostagem, que recebem resíduos domiciliares orgânicos (cascas e restos de frutas, de legumes e verduras crus, cascas de ovos, filtros e borra de café, saquinhos de chá e restos de folhas) que viram adubo e são usados nas hortas urbanas da capital. Periodicamente, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente ainda realizada mutirões de recolhimento de lixo eletrônico, para evitar que materiais contaminantes sejam descartados de forma errada e prejudicial ao meio ambiente.

Conservação da fauna - O trabalho de conservação e cuidado com os animais silvestres pelo Zoológico de Curitiba é reconhecido internacionalmente. Investir em bem-estar animal tem sido uma das prioridades dos últimos anos pela equipe do Zoo. Foram construídos novos recintos no espaço para as aves de rapina para alojar melhor animais resgatados; e novos espaços dos felinos. O Zoo é responsável pelo cuidado de mais de 1,8 mil animais, que ficam na área de visitação. São cerca de 589 mil metros quadrados, com aproximadamente 165 recintos. Entre os animais, estão alguns de espécies nativas ameaçadas, inseridos em programas nacionais de conservação.

Rede de Proteção Animal de Curitiba - Desde 2017, já foram castrados mais de 125 mil animais pelo Programa Municipal de Castração Gratuita da Prefeitura de Curitiba. A ação é uma política pública que busca prevenir o abandono e manter os animais saudáveis. Em 2024, Curitiba ganhará o primeiro Hospital Veterinário Municipal do Paraná.

Lixo Zero, Edimburgo, ODS e C40 - Curitiba é signatária de vários compromissos internacionais para mitigação das mudanças climáticas. Além de ser oficializada em outubro de 2022 como integrante da Declaração de Edimburgo, documento de apoio à conservação da biodiversidade, recuperação e uso sustentável dos ecossistemas. A capital também está comprometida com a eliminação da geração de resíduos prevista no pacto pelo Lixo Zero (Zero Waste), assinou um termo de cooperação técnica com a Fundação Ellen MacArthur para acelerar a missão de transição rumo à economia circular, está alinhada à Agenda 2030 estabelecida pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e é signatária da Carta de Compromisso da Cidade de Curitiba com a Deadline 2020 – Meta 2020 a líderes mundiais sobre mudanças climáticas, proposta pela rede C40, grupo de grandes cidades para liderança do clima, e encaminhada aos chefes de estado do G20.